O Brasil já entrou na era da IA: o que os dados mostram até agora
O Brasil é o 3º país do mundo em usuários ativos do ChatGPT, mas quase 40% dos brasileiros donos de smartphone ainda buscam só em ferramentas tradicionais. Veja o que os dados mostram sobre a adoção de IA no Brasil.

O Brasil é o terceiro país do mundo com mais usuários ativos do ChatGPT, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia. Ao mesmo tempo, entre os brasileiros donos de smartphone, quase 40% ainda pesquisam só em buscadores tradicionais. As duas informações são verdadeiras ao mesmo tempo, e juntas descrevem o momento atual melhor do que qualquer uma delas sozinha.
O tamanho do uso de IA no Brasil
Segundo dado divulgado pela OpenAI em agosto de 2025, o Brasil envia 140 milhões de mensagens por dia ao ChatGPT e ocupa a terceira posição no ranking mundial de usuários ativos, atrás de Estados Unidos e Índia (InfoMoney).
Uma pesquisa nacional mais recente detalha esse uso, com uma ressalva importante de amostra: o estudo Super Panorama, feito pela Mobile Time em parceria com a Opinion Box, ouviu 4,1 mil brasileiros com 16 anos ou mais e donos de smartphone entre 4 e 24 de março de 2026, ou seja, não representa a população brasileira inteira, só quem tem smartphone. Dentro desse público, 75% dos entrevistados usaram algum assistente de IA nos últimos 12 meses, e 18,7% acessam esse tipo de ferramenta todos os dias. Entre as plataformas usadas, o ChatGPT lidera com 79,7% de adesão, seguido por Gemini (54,5%) e Meta AI (34,8%) (Canaltech).
Uma mudança que ainda não é maioria
O mesmo estudo Super Panorama mostra que a migração pra IA não é unânime, nem mesmo entre quem já tem smartphone. Quase 40% dos entrevistados ainda usam só buscadores tradicionais, como Google e Bing, sem combinar com nenhuma ferramenta de IA. Do outro lado, 25% já combinam buscador tradicional e IA no dia a dia, e apenas 2,2% recorrem exclusivamente a chatbots pra pesquisar (Canaltech).
Esse quadro descreve uma transição em andamento, não um ponto de chegada. Mesmo dentro do público que já tem smartphone e testou IA em algum momento, boa parte da rotina de busca ainda passa só por ferramentas tradicionais. Ao mesmo tempo, a fatia que já mistura buscador com IA, ou trocou de vez, é grande o suficiente pra não ser ignorada, e tende a crescer.
O que isso muda pra quem tem uma marca a defender
Pra uma empresa que depende de ser encontrada, o dado que importa não é se todo mundo já migrou, é que uma parte cada vez maior do público já pergunta pra uma IA antes de perguntar pro Google, e essa parte só tende a crescer com o tempo. Uma marca ausente das respostas de ChatGPT, Gemini ou Meta AI perde relevância justamente pra esse segmento em expansão, mesmo continuando bem posicionada numa busca tradicional.
Esse comportamento é acompanhado pela prática de GEO (Generative Engine Optimization), que trabalha a presença de marcas, produtos e fontes nas respostas geradas por IA. Ferramentas de AI Visibility, como a MencionAI, monitoram esse comportamento executando prompts de compra e descoberta nos principais modelos usados no Brasil e medindo se, e como, uma marca aparece nas respostas ao longo do tempo.
Pra saber se a sua marca já aparece nessas respostas, é só agendar uma demo da MencionAI.
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